A WEG é um nome amplamente reconhecido entre investidores e é considerada uma das empresas brasileiras mais bem sucedidas da história. Nas últimas semanas, a companhia voltou aos holofotes devido à nomeação de um novo CEO e ao destaque de mais uma bilionária ligada à organização. Para entender os motivos dessa relevância, é essencial revisitar sua trajetória.
Quem é a WEG
A WEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos fundada em 1961 em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Ela surgiu como uma fabricante de motores elétricos, com investimento inicial de Cr$ 3.600,00 feito pelos sócios Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As iniciais dos nomes dos três fundadores formaram o nome da companhia.
Com o propósito de desenvolver tecnologias e soluções que contribuam para um mundo mais eficiente e sustentável, a empresa ampliou seu portfólio na década de 80, passando a produzir componentes eletroeletrônicos, itens de automação industrial, transformadores e outras soluções de alto desempenho.
Hoje, a WEG atua em mais de dez países e concentra seu foco no mercado de bens de capital. A companhia oferece sistemas elétricos, soluções de automação e produtos utilizados em setores como infraestrutura, metalurgia, papel e celulose, mineração, petróleo e gás.
A abertura de capital da WEG ocorreu na década de 70. Desde então, a empresa se consolidou como uma das mais recomendadas entre as listadas na B3. Os resultados comprovam sua força. Em 2023, registrou faturamento de R$ 32,5 bilhões e obteve R$ 9,1 milhões de resultado financeiro líquido no quarto trimestre, avanço de 138 por cento em relação ao ano anterior.
Visão de futuro sustentável
A WEG tem se destacado pela dedicação à sustentabilidade e ao desenvolvimento de tecnologias inteligentes e eficientes. Em entrevista à Forbes, Hilton José da Veiga Faria, diretor de Recursos Humanos e Sustentabilidade, explicou que a empresa busca reduzir impactos ambientais em suas operações e entregar ao mercado soluções de eficiência energética, geração de energia renovável, mobilidade elétrica e tecnologia digital.
A política de sustentabilidade da WEG é estruturada em quatro eixos e oito temas, todos detalhados e disponibilizados no site da companhia.
Os desafios do novo CEO
No dia dois deste mês, a WEG anunciou Alberto Kuba como novo CEO, substituindo Harry Schmelzer Júnior, que liderou a empresa por 16 anos. Kuba iniciou sua trajetória como trainee e atuou em diversas áreas até alcançar a presidência da operação brasileira.
A expectativa é que a estratégia da empresa permaneça sólida, com maior impulso na internacionalização e diversificação do portfólio. Especialistas acreditam que o principal desafio do novo CEO será manter o ROIC em um período em que o indicador se encontra em seu ponto mais alto.
Fábrica de bilionários
A WEG já colocou mais de 29 brasileiros na lista de bilionários do país. A mais recente é Livia Voigt, de 19 anos, considerada pela Forbes a bilionária mais jovem do mundo, com patrimônio estimado em R$ 5,5 bilhões. Ela é neta de Werner Ricardo Voigt, cofundador da empresa, e herdou participação acionária. Sua irmã, Dora Voigt, também figura entre as acionistas com cerca de 3 por cento da empresa. Nenhuma delas ocupa cargos de gestão ou posições no conselho.
Conclusão
A trajetória da WEG mostra como a inovação, a gestão eficiente e a visão de longo prazo podem transformar uma pequena fabricante em uma das maiores referências industriais do mundo. Sua história continua atraindo investidores e despertando interesse do público.









